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Preservação: pesquisa avalia as condições ambientais do rio Aquidauana

19/06/2020 09:13

Frente ao crescente processo de urbanização no entorno do rio Aquidauana, pesquisadores do Campus de Aquidauana (CPAQ) da UFMS têm buscado formas de assegurar a conservação da região, e a compreensão das condições ambientais deste sistema será utilizada como meio para conscientização do poder público e da sociedade, visando à preservação deste importante ecossistema regional.


A intenção dos pesquisadores é retratar o estado de conservação do rio Aquidauana, possibilitando tomadas de decisão que favoreçam sua preservação. Além da análise sobre os aspectos sedimentares, químicos e aquáticos, também serão avaliadas as atuais condições de organismos que habitam o fundo do rio. A pesquisa, já aprovada pela Instituição, foi intitulada como “Estudo das condições ambientais no rio Aquidauana/MS: uma análise das características limnológicas, bacteriológicas e das populações de macroinvertebrados bentônicos“.


Um dos focos do estudo é avaliar o impacto da atual urbanização neste sistema. Para isso, serão analisadas suas diversas características, conforme apontado pelo coordenador da pesquisa, professor Ricardo Gentil. “A pesquisa tem como objetivo principal o estudo tanto das características limnológicas – relacionadas aos aspectos químicos, físicos, biológicos e ecológicos de ambientes aquáticos – quanto bacteriológicas do Rio Aquidauana, em um trecho constituído de corredeiras na Serra de Maracaju e águas calmas na Planície Pantaneira. Avaliaremos também a influência hidrodinâmica – movimento dos fluidos, em líquidos ou gases – do canal, nas condições química e físicas da água, bem como o impacto da urbanização neste sistema”, explicou o docente.

A pesquisa sobre o rio Aquidauana demonstra a rica biodiversidade que compõe sua formação, com variações bruscas de tempo de residência da água (tempo médio que a água passa no sistema do rio) e as variadas alterações em sua paisagem. Trata-se de um sistema que sai de um ambiente encaixado (na Serra de Maracaju) para entrar em uma planície pantaneira. Esses são alguns dos desafios que motivam os pesquisadores da UFMS. “Esperamos que essas modificações na paisagem favoreçam alterações nas condições ambientais no sistema. Além disso, o processo de urbanização contribui com o acréscimo de substâncias e organismos, que influenciam diretamente nas características do rio”, afirma Ricardo Gentil.O trabalho em campo, segundo o docente, consistirá na coleta de água e sedimento do rio Aquidauana. As condições sedimentológicas serão analisadas por meio da granulometria, uma forma de estudo da distribuição das dimensões dos grãos de um solo, ou seja, como as partículas inorgânicas ou minerais formam o solo do rio Aquidauana.O coordenador da pesquisa também aponta que foi preciso replanejar o cronograma inicial de ações, em virtude da pandemia. “Começaríamos as atividades de campo em março de 2020, mas, com o distanciamento social, fomos impossibilitados de seguir nosso cronograma inicial. A perspectiva, agora, é de tentarmos iniciar as atividades de campo em agosto deste ano”.A equipe de pesquisadores atuantes no estudo é coordenada pelo docente Ricardo Henrique Gentil Pereira (UFMS/CPAQ) e conta ainda com pesquisadores, professores e técnicos envolvidos. Fazem parte da equipe Rogério Faria (Professor UFMS/CPAQ), Edihanne Gamara Arguelho (Professora UFMS/CPAQ), Adriana de Barros (Técnica UFMS/CPAQ), Nara Inácio Luccas Lazaro (Técnica UFMS/CPAQ), Fernando Ibanez Martins (Prefeitura de Aquidauana) e Jonas de Sousa Correa (Doutor UFMS).

Fonte: Jornal O Pantaneiro e Portal Educativa MS


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